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Dor Crônica

O que é neuroinflamação e como ela está ligada à dor

Andreia Yamaguti Andreia Yamaguti
6 min de leitura
O que é neuroinflamação e como ela está ligada à dor

Você já ouviu que "está tudo normal nos exames" — mas a dor continua? Essa é uma das situações mais frustrantes para quem convive com dor crônica. E a resposta para esse enigma está, em grande parte, em um processo chamado neuroinflamação.

O que é neuroinflamação?

A neuroinflamação é uma resposta inflamatória que ocorre no sistema nervoso central — no cérebro e na medula espinhal. Diferente da inflamação periférica (aquela que vemos em uma torção ou ferida), a neuroinflamação é silenciosa, não aparece em exames convencionais e pode se manter ativa por meses ou anos.

Ela é mediada principalmente pelas células da microglia — as células imunes do sistema nervoso central. Quando ativadas de forma crônica, essas células liberam substâncias pró-inflamatórias (citocinas, prostaglandinas) que sensibilizam os neurônios da dor e amplificam os sinais dolorosos.

"A dor não acontece no músculo ou na articulação. Ela acontece no cérebro — e a neuroinflamação é um dos principais combustíveis que mantêm esse fogo aceso."

Como a neuroinflamação se instala?

Vários fatores contribuem para o estabelecimento e manutenção da neuroinflamação:

Neuroinflamação e sensibilização central

Um dos efeitos mais importantes da neuroinflamação crônica é a sensibilização central — um estado em que o sistema nervoso torna-se hipersensível à dor. Estímulos que normalmente não seriam dolorosos passam a gerar dor intensa. É por isso que pessoas com fibromialgia, dor pélvica crônica ou síndrome do intestino irritável frequentemente relatam dores em múltiplos locais e alta sensibilidade ao toque.

Nesse estado, o limiar da dor cai drasticamente. O corpo aprende a sentir dor — e esse aprendizado acontece no nível neurológico, através de modificações nas sinapses e na expressão de receptores de dor (como os NMDA).

A neuroinflamação não aparece em ressonâncias nem em hemogramas convencionais. Isso não significa que a dor é imaginária — significa que ela está ocorrendo em um nível que a medicina convencional ainda não consegue medir facilmente.

Como tratar a neuroinflamação de forma integrativa?

A boa notícia é que a neuroinflamação é reversível. O cérebro tem plasticidade — a mesma capacidade que o levou a aprender a sentir dor pode ser usada para desaprender esse padrão. As abordagens mais eficazes incluem:

Tratar a neuroinflamação não significa apenas suprimir sintomas — significa restaurar o equilíbrio do sistema nervoso para que ele volte a funcionar como protetor, e não como perpetuador da dor.

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